1. Executado pela justiça e pela ciência
John W. Deering foi morto em 1938, durante um experimento científico.
Mas calma: não aconteceu uma explosão por acidente. O caso é que
Deering já havia sido condenado à morte por ter assassinado um homem
durante um assalto e, sendo assim, concordou com a ideia de que médicos
monitorassem seus batimentos cardíacos enquanto ele seria executado a
tiros.
Sendo assim, em 30 de outubro de 1938, o condenado fez a sua última
refeição e, na manhã seguinte (31), seguiu para cumprir a sua pena.
Depois de ter os sensores de eletrocardiograma posicionados em seu
pulso, Deering foi alvejado pelos tiros de cinco atiradores pagos pelo
município de Salt Lake City. O exame registrou um espasmo de 4 segundos
no coração do preso. Um tempo depois, o coração teve outro espasmo. E o
ritmo foi diminuindo gradualmente, até parar completamente em 15,6
segundos depois de a vítima ter sido baleada.
De acordo com os médicos que conduziram o experimento, os resultados
poderiam ser úteis para especialistas em doenças do coração, já que
mostrava claramente o efeito do medo sobre o ser humano. Apenas por
curiosidade, os batimentos cardíacos de Deering foram de 72 bpm para 180
bpm quando ele foi amarrado à cadeira de execução. Apesar da calma
aparente do condenado, a média de batidas por minuto continuou alta até o
fim do experimento.
2. A safadeza dos perus
Martin Schein e Edgar Hale, ambos da Universidade da Pensilvânia, ficaram intrigados com uma questão muito pertinente e que não podia ficar sem resposta: qual seria o mínimo estímulo necessário para excitar um peru a ponto de ele tentar copular? E antes que você pense besteira, é bom esclarecer: estamos mesmo falando da ave, aquela que faz “gluglu” e termina, inevitavelmente, servida como prato na ceia de fim de ano.
Tão surpreendente quanto a dúvida dos cientistas foi o resultado por
eles encontrado. Usando o modelo realista de uma perua, os pesquisadores
foram removendo partes de seu corpo aos poucos. Mesmo sem asas, pés e
cauda, o modelo continuou sendo atraente para a ave, que tentou copular
mesmo assim.
Não contentes, Schein e Hale foram além: colocaram apenas a cabeça da
perua em um palito de madeira e, mesmo assim, o peru demonstrou um
grande interesse por aquilo. Na verdade, o estudo concluiu que a ave
prefere a cabeça no palito a um corpo sem cabeça. Agora, tente não
pensar nisso no próximo Natal.
3. Eletrificação de corpos humanos
Em 1780, o professor de anatomia Luigi Galvani descobriu que um pouco de eletricidade fazia com que os membros de um sapo morto se contorcessem. Depois disso, outros cientistas europeus decidiram replicar o experimento. Não demorou muito até que resolvessem partir para algo um pouco mais assustador: aplicar choques em cadáveres de seres humanos.
Foi quando Giovani Aldini, neto do professor Galvani, saiu em turnê
pela Europa apresentando um dos espetáculos mais esquisitos a que o
mundo já assistiu. O ápice de suas apresentações aconteceu em 1803,
quando ele aplicou os polos de uma bateria de 120 volts ao corpo de um
assassino que havia sido executado.
Quando Aldini encostou os fios elétricos na boca e em uma das orelhas
do cadáver, os músculos da mandíbula do morto se estremeceram e era
como se o ex-assassino estivesse enfrentando uma grande dor. O olho
esquerdo chegou a se abrir, como se estivesse encarando o seu
torturador. Para terminar com chave de ouro, Aldini posicionou os fios
na orelha e no reto do homem morto, fazendo com que o cadáver todo se
sacudisse, como se estivesse voltando à vida.
Acredita-se que foi uma dessas experiências que influenciou Mary
Shelley a escrever “Frankenstein”, romance de 1816 que se tornou um dos
livros mais famosos do mundo.
4. O terrível cão de duas cabeças
Em 1954, Vladimir Demikhov chocou o mundo ao apresentar o resultado de seu experimento: um cachorro com duas cabeças, criado cirurgicamente. Mas a monstruosidade não para por aí. O cientista não implantou apenas a cabeça, mas toda a região dianteira de um filhote no pescoço de um pastor alemão já adulto. Os jornalistas quase não conseguiam acreditar no que estavam vendo, principalmente quando os duas cabeças começaram a beber leite simultaneamente.
A União Soviética bradava o feito de Demikhov como prova da
superioridade de seus médicos e, durante 15 anos, o russo criou 20 cães
de duas cabeças, sendo que nenhum viveu durante muito tempo. O recorde
de vida foi de um mês, já que havia uma rejeição muito grande do tecido
enxertado.
Mas Demikhov não realizava esses procedimentos por sadismo. O médico
foi o pioneiro nos estudos de transplantes de órgãos vitais e desejava,
um dia, realizar o transplante de coração e pulmão em seres humanos. Mas
quem acabou transplantando o primeiro coração humano, em 1967, foi o
sul-africano Christian Barnard, que chegou a visitar o laboratório do
soviético duas vezes e considerava Demikhov como um professor.










